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  <title>Bernardete Costa - blog</title>
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  <updated>2012-03-28T08:06:18Z</updated>
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    <issued>2011-11-20T18:07:19</issued>
    <title>APRESENTAÇÃO DE "TRANSPIRAÇÃO" – Poemas para a Juventude. 2ª. Ed. POR CONCEIÇÃO OLIVEIRA</title>
    <published>2011-11-20T18:20:50Z</published>
    <updated>2011-11-20T18:20:50Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/berna/fotos/?uid=BlC7WMIZt6zKnz2gOebz"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://c9.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a0749f6/9459407_nJpF1.jpeg" alt="" width="208" height="314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Aceitei o desafio de estar hoje aqui convosco, pela razão simples de gostar da irreverência com que a Bernardete olha e diz o mundo. Essa irreverência que é possibilidade de sermos livres. Na poesia encontramos a possibilidade de liberdade em elevado grau. Porque a poesia sendo expressão de um trabalho poético, não é mercadoria, é doação. Doação que se corporiza através de um sistema de signos que comunica, a Linguagem. Quando fazemos uso da linguagem colocamos nela intenções tão diversas como, por exemplo: emocionar, persuadir, transmitir a nossa visão da realidade, as experiências... Ou, simplesmente, estabelecer contacto. Comunicar. A obra poética, Transpiração, da Bernardete Costa, configura-se como expressão dessa necessidade de comunicar, de abrir a sua intelecção do mundo ao outro. De partilhar a sua experimentação da realidade, apontando janelas de liberdade àqueles a quem, primeiramente, ela se destina, os jovens. Na sua condição de professora, mãe, mulher, lega aos que se encontram no início da construção do seu eu próprio, a chave de liberdade que a poesia potencia. E fá-lo com mestria, através de uma linguagem simplificada e plena de sentidos figurados, não se furtando à beleza da semântica para colocar ritmo e sonoridade nos seus versos. Pela poesia se estabelece o vínculo radical entre o poeta e o seu leitor. Entre a palavra e a coisa. Conexão originária entre notação e coisa. O poeta é, em última análise, aquele que se sente impelido a dizer o que o mundo lhe diz. E é isso que a Bernardete faz na sua Transpiração poética. Fala das coisas que nos situam no espaço-tempo da existência: o livro, o enamoramento, a descoberta da poesia, a paixão do mar, dúvidas, reflexos, espelho, beijo, casa, rio, vida, mãe, pai, namoro, saudade, amizade, guerra, indiferença, tempo, pássaro... A Bernardete dedica a sua dádiva aos filhos e aos meninos de ontem e jovens de hoje. Porque somos seres históricos, sociais, é no encontro com o outro que nos completamos. A autora abre a sua obra poética aos jovens, na esperança de lhes provocar “entranhamento”. O “entranhamento da irreverência”. Irreverência que a caracteriza. Essa “irreverência” que é desejável na juventude. O mundo avança ao compasso do sonho e da utopia. Sendo a utopia o que ainda não foi realizado e a juventude o tempo de todas as esperanças, de todas as utopias. O título que ela dá à obra, Transpiração, remete para a necessidade de acção. Do esforço que deverá ser colocado para alcançar a realização de sonhos e utopias. A Bernardete Costa, como todos os poetas, tem a emoção da vida instalada no corpo, e é pelas mãos, pela escrita, que liberta o que lhe vai na alma. Bem haja! Conceição Oliveira Vila Nova de Cerveira, 19 de Novembro de 2011 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-04-07T19:34:15</issued>
    <title>BIOGRAFIA</title>
    <published>2011-04-07T18:34:54Z</published>
    <updated>2012-03-28T08:06:18Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Bernardete Costa nasceu em Esposende, em 1949, tendo sido registada em Barcelos, onde residiu grande parte da sua vida. Em 1975, iniciou a carreira como docente no então ensino primário. Em 1984, muda-se para Vila Nova de Famalicão, onde se estreia na escrita jornalística e literária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;O seu gosto pela escrita levou-a a publicar algumas obras literárias. Assim, em 2000, editou o primeiro livro de poemas “A Guardadora de Ausências”, com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues. A boa recepção da obra por parte da crítica, entusiasmou-a a continuar a escrever, especialmente poesia. Em 2001, publicou o segundo livro, “Lugares do Tempo”, (prémio literário da Câmara Municipal de Barcelos), em 2002, a “Insubmissão dos Afectos” e, em 2004, “Cerejas aos Molhos”. Igualmente dedicado à infância, publicou, em 2009, o livro de contos “O Doce Canto da Sereia e Outras Histórias”. Publica agora pela mão da “Atelier de letras” o livro de Poemas para a juventude “Transpiração”, com a apresentação do conceituado e jovem escritor, valter hugo mãe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Para além destas obras, tem artigos dispersos em antologias várias e publica textos inéditos no seu blog: &lt;a href="http://bernardetecosta.blogs.sapo.pt/"&gt;http://bernardetecosta.blogs.sapo.pt&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Bernardete Costa retornou às origens e vive, actualmente, na avenida virada ao rio Cávado, em Esposende.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;“Esta Transpiração”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Estive por estes dias a reler alguns livros da Matilde Rosa  Araújo e a pensar na adequação dos mesmos ao público mais jovem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Diz-se tanta coisa acerca do que se exige a um texto para  um público ainda em idade de formação, há quem entenda que a diferença não deve ser nenhuma com o que se escreve para um público adulto, pois eu entendo que deve, sim, existir diferença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; Os textos para um público em idade de formação devem, por definição, ser formadores, devem conter valores basilares à universalidade dos homens, valores que sirvam a esse ideal sempre necessário de humanizar, dotar um indivíduo de sensibilidade bastante para o que significa ser-se pessoa, viver-se como pessoa, viver-se com pessoas. Ainda que o mais lúdico dos livros possa parecer não defender valor algum, o importante é que não deforme, porque proporcionar o lúdico já é em si um feito bastante e válido e a deformação havia de ser crime. Falo na coincidência de ter andado a ler a Matilde Rosa Araújo porque a amo como se amam as figuras benignas da nossa instrução, como se amam os autores dos livros que nos fizeram melhores, mais conscientes enquanto nos ajudam a ser felizes, e falo dela porque ao ler os novos poemas da Bernardete Costa foi essa mesma benignidade que encontrei, uma vontade genuína de estabelecer com o leitor um apelo à consciência, uma consciência enternecida com a vida e que pretende escolher da vida um equilíbrio com a sensibilidade, a boa memória, para que possamos ser mais felizes. Para que, ao menos, sonhemos ainda com ser felizes, sonhemos com chegar mais vezes à felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; Esta Transpiração será o esforço de cada momento, de cada tempo, porque atravessamos o livro como por uma vida inteira e por quanto ela nos cobra mas também retribui. Atravessamos o livro a conhecer o que o sujeito poético recupera, o que assinala como memória principal, o que define, o que compõe inelutavelmente um percurso emotivo e preocupado. Acredito sempre que a vida parte de uma premissa de dificuldade, vejo as coisas assim, e o que podemos fazer é debelar as dificuldades para que, no resultado, valha a pena estar aqui. Esta Transpiração é, por isso, uma manifestação desse esforço, mas nunca uma assunção do cansaço. É porque vale a pena, estes poemas escrevem-se porque valem a pena, e nunca para um lamento. Não será indiferente o ofício de professora que a Bernardete Costa tão bem conhece, esse ofício de administrar informação e realçar-lhe o que importa, o que favorece cada indivíduo na expectativa legítima que cada indivíduo tem de se enriquecer. E o enriquecimento, afinal, é interior, pensado como um património de base sobre o qual tudo o resto se constrói. O que a autora faz é mapear as suas fundações, o que, de tão grande ou tão ínfimo, constitui a sua identidade afectiva, a sua mais preciosa identidade, e com isso apela de modo livre a que cada leitor se proponha o mesmo. É impossível que não pensemos na nossa própria janela quando diz sobre a sua, na nossa própria mãe, pai, nos nossos natais ou no país e nos namoros, e no que vemos ao espelho. É, efectivamente, uma chamada ao espelho feita por esse lado de comum emotividade que a todos nos assiste ou deve assistir. A expressividade dos textos de Bernardete Costa procura a emotividade possível na palavra, uma honestidade e, ao mesmo tempo, uma singeleza que atribuam às palavras a verdade em sua essência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; A verdade em sua essência é o fazer-nos sentir. Se as palavras forem capazes de chegar ao outro não apenas como algo que se torna inteligível mas como algo que se torna sensível, então a poesia consuma-se e o gesto do poeta é recompensado, não tanto porque o poeta se despiu mas porque foi o próprio leitor que se sentiu despido, sentiu-se ao espelho, vivo, honesto diante também da sua identidade afectiva, a sua identidade mais preciosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; A poesia expressiva de Bernardete Costa faz com que uma partilha se coloque sobretudo como uma intensificação no leitor das suas próprias questões. O leitor de poesia, quando a poesia sucede, tem de ser sempre um indivíduo intensificado. Acontece aqui assim, da partilha até nós próprios, cada um já recolhido à sua intimidade regressa da leitura como se enternecido também pelas suas memórias, pelas suas referências e por esse transpirar constante que, mais do que cansar, nos revela a resistência e a capacidade de persistir. Quando voltamos destes poemas trazemos como que à tona da percepção o nosso itinerário emocional, aquele que fazemos com recurso às grandes e ínfimas coisas a partir das quais nos reconhecemos. Com isto, com este exercício de ler, estamos como que agarrando nas mãos, de uma só vez, tudo quanto nos importa e voltamos à possibilidade de decidir o que vem depois. Decidimos o que somos depois. É fácil de entender porquê. Porque aprendemos sobre nós. Estamos em formação, e falta sempre qualquer coisa para saber, falta sempre qualquer coisa para intensificar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Gosto de pensar que os poetas ainda vivem com a utopia de mudar o mundo, porque gosto de pensar que, nem que para apenas uma pessoa, um livro se põe como mudador e a vida passa a ser um bocadinho outra coisa. Sobre a janela ou sobre a mãe, o pai, o país ou os namorados e mais o espelho, este livro é a oportunidade de nos inteirarmos do que sentimos e do que podemos fazer para nos sentirmos melhor. Com isso, se não mudar o mundo, podemos mudar nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;valter hugo mãe&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-12-06T19:04:34</issued>
    <title>SOBRE "CEREJAS AOS MOLHOS E "O DOCE CANTO DA SEREIA E OUTRAS HISTÓRIAS, PELOS MEUS LEITORES MAIS PEQUENOS E CRÍTICOS...</title>
    <published>2010-12-06T19:07:34Z</published>
    <updated>2010-12-08T19:45:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;SANTA MARTA DE PORTUZELO, 6 DE DEZEMBRO DE 2010&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Querida escritora,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Seja bem-vinda à Escola E.B.2.3/ S Pintor José de Brito. É com muita honra que a recebemos nesta escola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Adorámos conhecer as suas histórias de “O Doce Canto Da Sereia e Outras Histórias e os poemas de “Cerejas aos Molhos”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Quando a professora nos leu as histórias, achámos graça que alguns desses poemas falassem de alguns meninos e meninas que têm nomes como nós: Carolina, Luís, Gonçalo, Mariana, Raquel, Ana, Ricardo, Miguel, Ruca, Vítor… Meninos e meninas que se magoam, choram, riem, jogam à bola e participam no Halloween.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Ficámos também muito contentes quando, numa manhã de Outono, a professora nos leu os seus poemas. E, para nós, o Outono também é colorido: amarelo, vermelho e doirado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;As histórias também são fantásticas. Em “O Doce Canto da Sereia, a Sereia está aprisionada por um monstro. Ao tentar fugir quase que fica sufocada devido a um feitiço. E, no fim, é salva por um menino que vai ser o amor da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;“Tecedeira de Luz” é outra história do livro que trata de uma fada que nunca sai do seu quarto, sempre a tecer fios de luz até ficar presa por eles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;“O Tesouro Esquecido” fala de um casal muito feliz. Passado algum tempo, o protagonista da história não tem palavras para dizer à mulher. Então, deixam de conversar. Por fim, uma bruxa dá-lhe três provas para ele encontrar as palavras certas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Em o “Halloween no Bosque”, há três animais que tentam pregar um susto a um rapaz, mas o que eles não sabem é que o rapaz tem um fantasma amigo, o Bric. Assim, o feitiço vira-se contra o feiticeiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Consigo aprendemos que a leitura é um bem essencial à vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Esperamos que escreva ainda muitos mais poemas e histórias para nós, porque assim também podemos brincar com a magia das palavras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Um grande beijinho dos alunos da Turma do 5º D.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://fotos.sapo.pt/berna/fotos/?uid=T7nn0yztz9BtC9qo8L2t" target="_blank" title="DSCF0277"&gt;&lt;img border="0" alt="DSCF0277" src="http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc4058556/7681192_T8oQA.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;</content>
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    <issued>2010-11-20T23:09:27</issued>
    <title>SOBRE O CONTO - "As cores do meu mundo"</title>
    <published>2010-11-20T23:10:35Z</published>
    <updated>2010-12-06T19:19:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="campo2D"&gt;&lt;span class="txt" style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Parabéns, Bernardete. Esta sua história é verdadeiramente genial e tocante quer pelo entrançado e beleza das cores que ressaltam da narrativa, quer pela riqueza de sentimentos que escorrem das memórias das falas da(s) protagonista(s). Fiquei sinceramente comovido com a ternura e o afecto vertidos neste texto e agradecido pela dádiva de tão excelente escrita.&lt;br /&gt;Muito obrigado!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;br class="clear" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class="sepB"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div class="sepB"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;div id="extrasB"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Rafael Marinho&lt;/span&gt;&lt;br class="clear" /&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;

 

 

 &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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    <issued>2010-11-20T23:01:20</issued>
    <title>SOBRE O CONTO - "As cores do meu  mundo"</title>
    <published>2010-11-20T23:04:10Z</published>
    <updated>2010-12-06T19:19:46Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; "As cores do meu mundo". Trata de uma realidade actual com uma sábia e agradável leveza, apesar da tristeza do tema de fundo. Denota a sensibilidade de alguém que se coloca no lugar do &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt;, procurando retirar desse enlace a esperança possível. A face "colorida", no quadro negro. O captar de pequenos feixes de luz que emergem de um mundo encerrado na escuridão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Conceição Oliveira, mestre em Ética e Filosofia Política&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2008-06-10T21:28:48</issued>
    <title>SOBRE “A GUARDADORA DE AUSÊNCIAS”</title>
    <published>2008-06-10T20:29:42Z</published>
    <updated>2009-11-06T19:19:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;(&amp;hellip;) surge-nos, pela chancela da Campo da Letras, o belíssimo livro sugestivamente intitulado de A Guardadora de Ausências (com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues). O que prende neste livro, o que cada poema nos traz, é a profunda consciência de que deparamos com uma autora inebriada de fina sensibilidade. Da mesma forma (&amp;hellip;), não hesitaria em sublinhar a notória qualidade dos poemas de Bernardete Costa. Recomendo vivamente (e antes de mim o prefácio de Urbano Tavares Rodrigues) que quem goste de boa poesia descortine, na cadência de cada verso, melhor de cada palavra, as Ausências que esta Guardadora encerra e rasura&amp;hellip;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;A arte inquieta que deflui de uma escrita que me lembra a plena presença de um escultor; modela a minúcia de cada parte sem esquecer a clarividência do todo da matéria. Podemos, de resto, ler as ausências como o micro-texto que cada poema é (uma obra de arte) ou antes conduzidos pelo horizonte da galeria de uma leitura de índole macro-textual. Quer num percurso quer noutro reside uma voz esteticamente esclarecida. Acusa-se um poetisa de raiz, como diria Urbano Tavares Rodrigues.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Sérgio Sousa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Professor Universitário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;(Jornal Cidade Hoje, Vila Nova de Famalicão)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:biografia_bernardete:1023</id>
    <author>
      <name>bernardetecosta</name>
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    <issued>2008-06-04T17:41:15</issued>
    <title>SOBRE "OS LUGARES DO TEMPO"</title>
    <published>2008-06-04T16:42:55Z</published>
    <updated>2009-11-06T19:20:07Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Sabes?, um outro tempo e outro lugar clamam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;a água, o verde, a sofreguidão do sémen,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;a insidiosa curva dos meus braços.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0pt 177pt; text-indent: 35.4pt" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;(Pg. 1) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Assim começa o primeiro poema e se equaciona o teor do livro todo; de um livro que, falando dos &lt;i&gt;lugares do tempo&lt;/i&gt;, é do amor que plasma as mais maravilhosas imagens, os cânticos mais fervorosos. A exaltação do &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt; na dádiva do &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt;, através do &amp;ldquo;insurrecto alfabeto das paixões&amp;rdquo; (pg.9) ou da &amp;ldquo;insurreição dos silêncios que me habitam&amp;rdquo; (pg.17). Silêncios grávidos e solidões expectantes de uma liturgia celebrada na &amp;ldquo;clarividência dos afectos consumados&amp;rdquo; (pg. 22). Esse &lt;i&gt;tu&lt;/i&gt; que &amp;ldquo;procura a foz onde emergem/ os doces queixumes do sangue (pg. 30), imagem reflectida do &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt; e elo inextricável de um de &lt;i&gt;nós&lt;/i&gt; pleno e absoluto. &amp;ldquo;Adormeço em ti e busco-te no bálsamo/ que há-de fazer renascer o meu corpo&amp;rdquo;. (pg.4)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Estamos perante um discurso amoroso levado ao limite do seu estatuto e da sua observância; um discurso assumido no feminino, na justa medida em que a feminilidade experimenta uma sentida, original e poética enunciação do amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Discurso que, expurgado de floreios retóricos, redutoras pudicícias, só na poesia poderia encontrar a sua mais cristalina e genuína expressão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Já em &lt;i&gt;A Guardadora&lt;/i&gt;&lt;i&gt; de Ausências&lt;/i&gt; (1) as palavras do poeta valem &amp;ldquo;pelo ruído fresco dos versos, que gotejam os sons e os silêncios do amor&amp;rdquo;, como bem observa Urbano Tavares Rodrigues; valem pelo que exaustivamente induzem: &amp;ldquo; a volúpia estranha da espera&amp;rdquo; (pg.11) e &amp;ldquo;a voluta etérea do desejo&amp;rdquo; (pg.43); &amp;ldquo;as douradas areias&amp;rdquo; (pg.29) e o &amp;ldquo;território virgem&amp;rdquo; (pg.21 e 61) da ausência, numa vigília prenunciadora da apoteose do encontro e da comunhão, do &amp;ldquo;êxtase do regresso&amp;rdquo; (pg.61) e da &amp;ldquo;febre e vertigem dos prodígios&amp;rdquo;. (pg.9).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Bernardete Costa, pelo que estes dois títulos permitem vaticinar, levará a pulsão erótica a níveis de excelência lírica comparáveis ao que de melhor, no género, a poesia portuguesa já alcançou através de Florbela, de Judith Teixeira, de Natália Correia e Maria Teresa Horta, entre outras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Pelo fôlego e sensibilidade patenteados, pelo domínio revelado das técnicas e das tendências da modernidade, nada, na sua poesia, denota vícios ou limitações de amadorismo e iniciação. Estes &lt;i&gt;Lugares do Tempo&lt;/i&gt;, esta incursão pelos santuários reais ou imaginários de celebração nupcial, justificam, em suma, o certificado de qualidade de uma poesia que, não sabemos por que pruridos ou obstáculos, só agora se dá a conhecer. Porque não há dúvida de que Bernardete usa de sinceridade quando confessa ser a poesia &amp;ldquo;a recôndita ave do meu corpo&amp;rdquo;. (pg.11)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;(1)&lt;span style="font: 7pt &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; font-size-adjust: none; font-stretch: normal"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;b&gt;A Guardadora de Ausências&lt;/b&gt; &amp;ndash; Ed. Campo das Letras, Porto, 2000&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Cláudio Lima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Novembro, 2002&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:biografia_bernardete:743</id>
    <author>
      <name>bernardetecosta</name>
    </author>
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    <issued>2008-06-04T12:47:52</issued>
    <title>SOBRE "OS LUGARES DO TEMPO"</title>
    <published>2008-06-04T11:47:59Z</published>
    <updated>2009-11-06T19:20:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Sobre os &amp;quot;Lugares do Tempo&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;(&amp;hellip;) Os seus poemas, os deste livro, não diferem &amp;ndash; pelo tom, pela música (&amp;ldquo;embaixadora do poema&amp;rdquo;; Vivaldi é a batuta&amp;hellip;&amp;rdquo;) e pela autenticidade &amp;ndash; dos de &amp;ldquo;A Guardadora de Ausências&amp;rdquo;. E é de &amp;ldquo;ausências&amp;rdquo;, ainda que eles, os poemas falam.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Também Proust, com a varinha mágica das palavras, andou &amp;ldquo;em busca do tempo perdido&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;E esse, parece-me, o papel do escritor, do poeta: remexer &amp;ldquo;as areias depositadas pelo tempo&amp;rdquo;, &amp;ldquo;ilumina(r) (o recanto mais escondido) das lembranças&amp;rdquo;, lá onde estão guardados (onde foram &amp;ldquo;traçados&amp;rdquo;) os &amp;ldquo;hieróglifos da ternura&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;Albano Martins&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: right"&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt;30 de Abril, 2001&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-size: small"&gt;&lt;span style="font-family: Arial"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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